
E as coisas realmente não mudam. Volto a dizer aquela frase que há alguns anos cunhei:
"Mudam-se as pessoas, os locais e diferem as datas, mas os desfechos são sempre os mesmos"
E ainda continuo querendo ser o homem que sou, dizendo a verdade, somente a verdade. Às vezes pagando caro por isso.
O meu destino eu estou fazendo, muito embora por diversas vezes titubeie me perguntando se já não existem muitas coisas traçadas em nossas vidas. Só que ainda acredito que aqui se faz, aqui se paga. O nosso próprio subconsciente faz a gente pagar por aquilo de errado que fazemos, mesmo que o consciente não pense dessa forma.
Atualmente to lendo umas crônicas de Carlos Drummond de Andrade e digo que são deveras interessantes os escritos dele. Concordo em vários pontos sobre o comportamento humano - área pela qual me interesso bastante, sim, é fácil prever o que as pessoas irão fazer nas mais diferentes situações.
Porém discordo de Drummond quando ele fala sobre o amor, que é algo maravilhoso e que ainda existe. Talvez exista, só que sem reciprocidade, em caso algum. Pelo menos de algumas décadas pra cá, enfim é o que eu penso sobre. Permitam-me discordar de Drummond.
Nesse instante to ouvindo Raulzito (nossa, há tempos não ouvia!) e dia 30 tem Roberto Seixas no Vinil, lá estarei. Raul fala sobre o amor, muito. Com ele sim concordo em diversos pontos sobre o amor - mas não em todos.
Sabe, as pessoas são frias... tratam casos de amor como um caso qualquer de outra temática, como por exemplo a racionalização da água. Comentam, debatem, vivem aquilo no momento e depois que baixa a poeira (o amor esfria), a correnteza segue como se nada tivesse acontecido e isso me magoa bastante nos meus semelhantes.
Às vezes ainda sou mal interpretado. Na faculdade aperfeiçoei bastante minha comunicação, mas ainda não estou 100%. Minha mania raulseixista de falar em metáforas me atrapalha em alguns instantes, mas quem se preocupa?
To inconstante, por vezes quero algo, depois já não quero. Sinto raiva, sinto alegria, várias mudanças de humor Gosto de onde trabalho, mas como em qualquer lugar as pessoas são estranhas. Sorriem contigo e quando tu vira as costas, descem a ripa. Torcem contra o sucesso alheio. Não consigo isso! Confesso. Não entendo os argumentos (se é que existem) para se torcem contra o sucesso de alguém. Poxa, que deixemos as pessoas voarem sozinhas, buscarem suas melhorias e que nós busquemos as nossas! Como disse Keynes (foi ele mesmo?!) "a mão invisível", onde cada um faz seu melhor e a sociedade cresce junto.
Já não sei dizer quais seriam meus objetivos hoje, nem sei se os tenho. Isso me preocupa às vezes, pois um homem sem objetivos, anseios e sonhos não está vivendo, está morrendo.
Mas enfim, sigo a jornada. Sigo meu caminho e não corro só.
PS: A foto é da viagem que fiz para São Thomé das Letras (MG) com a galera do Vinil.
Abraços!
2 comentários:
ei Douglas :)
voce devia ler oscar wilde.
Vc fumou um antes de escrever neh? Mto aguçada suas idéias...curti
Postar um comentário